Capítulo 45Maitê levantou devagar da cadeira ao lado da cama. Caminhou até a janela, encostou a testa no vidro frio, colocou a mão no rosto e fechou os olhos com força. Sua mente se recusava a aceitar.Aquele homem forte, arrogante, charmoso, que sempre parecia invencível… agora estava ali, preso a tubos e máquinas, desfigurado, lutando por cada respiração. Não fazia sentido. Não podia ser real.Ela respirou fundo, trêmula, e olhou para trás. Rafael continuava imóvel, o peito subindo e descendo no ritmo mecânico do respirador. Se aproximou da cama de novo.— Você vai ficar bom — sussurrou. — Vai sair dessa situação. Eu sei que vai.Estendeu a mão com cuidado, tocou de leve os dedos dele. Ficou ali, parada, sofrendo em silêncio.Daniel entrou.— Onde estão os bebês?Maitê virou o rosto, surpresa.— No hotel. Com a babá.Ele assentiu.— Sei que vai ser difícil sair de perto dele, mas… pegue as crianças e leve pra mansão. Lá tem espaço e segurança. Depois que estiverem instalados, volte
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