A saída do galpão foi tão calculada quanto a entrada.Sem pressa.Sem olhar para trás.Sem qualquer sinal de urgência.Alina atravessou a porta primeiro, sentindo o ar frio da rua bater no rosto como um choque necessário. O mundo lá fora parecia normal demais para tudo o que estava acontecendo ali dentro.Mas ela sabia.Nada estava normal.Dante veio logo atrás, mantendo a postura relaxada, mas com os olhos atentos a cada movimento ao redor. Gael fechou o trio, silencioso, observando as sombras, os pontos cegos, os pequenos detalhes que poderiam passar despercebidos para qualquer outro.Eles caminharam por alguns metros antes que Dante falasse, baixo o suficiente para não chamar atenção.— Estão seguindo.Alina não virou o rosto.— Quantos?— Dois fixos, um móvel.Gael confirmou com um leve gesto.— E o drone ainda está ativo.O clima se manteve controlado, mas mais tenso.— Bom — disse Alina.Dante olhou de leve para ela.— Bom?— Significa que eles ainda não fecharam leitura.Ela co
Ler mais