A manhã seguinte não trouxe pressa.O tempo dentro da mansão parecia… desacelerado.Não havia sirenes.Não havia ligações urgentes.Não havia caos.Mas havia algo novo.E nenhum dos dois ignorava.—Alina abriu os olhos devagar.A luz suave atravessava as cortinas, desenhando sombras delicadas no quarto. Por alguns segundos, ela apenas ficou ali, deitada, observando o silêncio.Sentindo.Não o silêncio da solidão.Mas o silêncio depois de uma decisão.E isso…era diferente.—Ela se sentou lentamente.Respirou fundo.E então levantou.Sem pressa.Sem tensão.Mas consciente.Muito consciente.—Quando abriu a porta do quarto…parou.Dante estava no corredor.Encostado na parede, como se tivesse estado ali por um tempo.Esperando.—Os olhos se encontraram.E o ar mudou.De novo.—— Você sempre acorda assim cedo? — ela perguntou.A voz mais baixa do que o habitual.—— Quando preciso pensar.—— E pensou?—Silêncio.Mas não desconfortável.—— Pensei.—Ela cruzou os braços levemente.
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