O avião decolou em silêncio.Luxuoso, amplo, completamente isolado do mundo lá fora.Mas, dentro dele, nada estava calmo.Alina estava sentada próxima à janela, olhando para a escuridão além do vidro. A cidade já tinha desaparecido, substituída por nuvens densas e um céu sem referência.Ela não piscava. Não relaxava. Não desacelerava.Dante observava do outro lado da cabine, atento a cada detalhe.— Você está tensa — disse ele, quebrando o silêncio.— Estou focada — respondeu Alina, sem olhar.— Não. Isso não é só foco.Ele se levantou e se aproximou.Agora ela virou o rosto.— Meu irmão está com ele.Simples, direto, impossível de ignorar.Dante sustentou o olhar.— Eu sei.— Então não tenta suavizar.— Eu não estou tentando.O silêncio voltou, carregado.Ela desviou o olhar novamente.— Eu devia ter visto isso antes.— Não.— Devia.A voz saiu mais baixa.— Ele sempre usou tudo contra mim.— Isso não é culpa sua.— É.Agora havia mais ali. Mais do que estratégia. Mais do que control
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