Karen ficou paralisada, não por medo, mas por vergonha. As palavras se recusaram a sair, presas na garganta como se o ar tivesse desaparecido do ambiente.“Olívia, o que está fazendo aqui?” Sebastian perguntou, a irritação escorrendo em cada sílaba.“Sebastian!” Ela ofegou, levando a mão ao peito, teatral, como se o coração tivesse parado. “O seu irmão me contou uma coisa absurda. Disse que você... se casou.”Uma risada aguda, nervosa, escapou dos lábios dela. “Obviamente eu não acreditei. Disse que ele estava inventando histórias só para me provocar, porque você sabe como o Peter é exagerado, sempre fazendo drama—”Os olhos dela então pousaram em Karen. E a frase morreu no ar.Olivia olhou a jovem de cima a baixo, demorando em cada detalhe: o vestido amarrotado, o cabelo desalinhado, os pés descalços, a aliança simples no dedo. O rosto dela se contraiu, como se tivesse mordido algo amargo. A boca se abriu, fechou, abriu de novo, mas nada saiu.“Olivia,” disse Sebastian, a voz baix
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