— Marina, você só começa a trabalhar quando os bebês nascerem e você terminar a sua licença-maternidade — digo, a voz firme, mas revestida de uma urgência protetora que não aceita contestação. — Por enquanto, o que você precisa é de descanso e tranquilidade. Eu só quero garantir que você tenha a estabilidade e a segurança de um emprego assegurado para o futuro. Mas, por favor, eu peço que você aceite a minha ajuda agora. Porque as crianças vão precisar de espaço, de um lugar seguro, estruturado e que seja exclusivamente delas. Não é justo, nem sensato, continuar apertada, alojada de favor na casa dos seus pais, por mais amorosos que eles sejam. — Eu não quero a sua caridade, Sebastian — Marina rebate no mesmo instante, o queixo erguido, os olhos castanhos faiscando com aquele orgulho inegociável que sempre me fascinou e intimidou na mesma medida. — Você não está aceitando caridade alguma, Marina — respondo, inclinando o tronco inteiramente sobre a mesa de mogno, buscando o fundo dos
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