A tarde em Angra declinava para um dourado profundo, transformando o oceano em um espelho de bronze líquido. Sophie e Enzo estavam deitados em uma rede dupla na varanda da vila, o balanço suave acompanhando o ritmo da maré abaixo deles. O corpo dela estava relaxado, a cabeça repousada no ombro de Enzo, enquanto ele traçava círculos imaginários em seu braço com a ponta dos dedos.— No que você está pensando? — Sophie perguntou, a voz quase um sussurro, entorpecida pelo vinho e pelo sol.Enzo suspirou, apertando-a um pouco mais contra si.— Em como eu fui um tolo, Sophie. Eu passei anos buscando algo lá fora, buscando aprovação, buscando um ideal de amor que eu achava que tinha que ser sofrido ou complicado... e a felicidade estava aqui, o tempo todo, correndo pelos jardins da mansão comigo.Ele se inclinou, beijando o topo da cabeça dela. Seus olhos azuis agora refletiam as cores do entardecer, tornando-se quase violetas.— Eu disse que não queria que a manh
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