A atmosfera na mansão Dumont sofreu uma metamorfose sutil, mas profunda. Onde antes havia o estalo seco da tensão, agora pairava uma suavidade quase bucólica, como se o ar tivesse sido purificado pela tempestade que varrera a Zona Sul. Enzo, livre do peso da mentira e da extorsão de Júlia, parecia ter despertado de um longo transe. Ele não era mais o noivo esquivo; ele se tornara a sombra de Sophie, um homem redescobrindo a bússola de sua própria existência através do olhar dela.Os dias tornaram-se uma sucessão de gestos de adoração. No jardim, enquanto Sophie lia sob a sombra de uma magnólia, Enzo aparecia com xícaras de chá de camomila colhida na horta orgânica da propriedade. Ele sentava-se aos pés dela, apoiando a cabeça em seus joelhos, permitindo que ela acariciasse seus cabelos enquanto ele falava sobre o futuro — não sobre ações ou logística, mas sobre viagens, sobre a casa que queria construir para eles, sobre a vida que, ele agora jurava, pertenceria inteiramente a
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