O silêncio depois de um assassinato não é vazio. É pesado. A mansão Ferrari parecia maior desde a reunião da cúpula. Os corredores mais longos, as paredes mais frias, os passos ecoando como se cada som precisasse se justificar. Caminhei por eles com a mesma postura de sempre, cabeça erguida, olhar firme, mas por dentro… algo tinha mudado. Não em mim. No mundo ao meu redor. Agora eles sabiam. Não era mais “a filha esquecida de um nome antigo”. Não era mais “a mulher ao lado do Don”. Eu tinha se tornado um ponto de ruptura. Um motivo. Um problema que não podia ser ignorado. E problemas, naquele mundo, não eram resolvidos com conversa. — Senhora? A voz do segurança me trouxe de volta. Parei diante da porta principal, observando o movimento lá fora. Mais homens. Mais armas. Mais olhos atentos. — Aumentaram a segurança — comentei. — Ordens do Don — ele respondeu. Claro que eram. Saí para o jardim, ignorando o olhar hesitante dele. O ar da manhã estava fresco, mas não trazia lev
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