O ateliê de Genevieve Vasseur ficava no último andar de um prédio discreto em Beverly Hills. O espaço era claro, arejado e confortável, vasos de lírios frescos, piso de taco e um luxo discreto e incontestável. Genevieve era famosa em Los Angeles, sempre envolvida em algum casamento da máfia. Uma mulher francesa finíssima, vestida em tons neutros, cuja maior habilidade não era combinar paletas de cores, mas sim a sua capacidade quase diplomática de lidar com pessoas que costumavam resolver discordâncias com balas, e não com concessões.E, naquela manhã de terça-feira, ela estava precisando de todo o seu arsenal diplomático.Eu estava sentada em um sofá de veludo curvo, segurando uma xícara de chá de camomila que já havia esfriado, assistindo à guerra fria que se desenrolava sobre a mesa de tampo de vidro.— A trad
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