O silêncio depois da provocação durou pouco.Curto demais.Porque, no segundo seguinte, tudo se moveu.Rápido.Coordenado.Sem grito, sem aviso.Um dos homens avançou primeiro.Helena mal teve tempo de reagir.Mas, dessa vez, o corpo não travou.Ela recuou um passo, instintivo, sentindo o coração disparar enquanto o ar ficava pesado demais pra respirar direito.— Para!A voz ao lado dela cortou o movimento.Firme.Autoritária.E, por um instante… funcionou.O homem parou.Não por obediência.Mas por cálculo.O olhar dele desviou para quem estava ao lado de Helena, avaliando.Medindo risco.E isso foi o suficiente para Helena entender:aquilo não era força bruta.Era estratégia.Sempre foi.— Você está piorando — o homem à frente disse, agora mais calmo, mas ainda perigoso.— Ou evitando um erro — veio a resposta.O clima esticou.Fino.Como se qualquer palavra errada pudesse quebrar tudo de vez.Helena respirou fundo, tentando manter o foco, mesmo com o corpo inteiro em alerta.Ela nã
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