O impacto seguinte foi mais forte.A estrutura inteira pareceu vibrar.Helena sentiu o chão tremer sob os pés e, por um segundo, o corpo reagiu antes da mente: tensão, alerta, respiração presa.Não era mais ameaça.Era invasão.— Eles vão entrar — o homem ao lado dela disse, já se movendo, atento a cada som.Ninguém discordou.Porque era óbvio.O barulho não era de tentativa.Era de certeza.Helena virou o rosto para a porta, o coração disparado, sentindo tudo se acumular ao mesmo tempo: medo, confusão, respostas pela metade e uma verdade que começava a se formar dentro dela, mesmo incompleta.Ela não tinha mais como fingir que aquilo não era com ela.Nunca foi.— A gente precisa sair agora — alguém disse.Mas dessa vez… não parecia simples.Porque não existia mais “sair” sem consequência.Helena olhou para a pessoa à sua frente — aquela que dizia que ela já tinha escolhido antes.E, pela primeira vez, a pergunta veio diferente:— Se eu escolher agora… isso muda alguma coisa?O silênc
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