Richard me olhava, esperando a resposta. Eu tentava ponderar.Ele não me tratava mal. Às vezes, eu o achava possessivo… mas, vindo de onde eu vim, da vida que levava, isso nem parecia um problema, não é?A não ser pelo fato de ele me manter ali, sob seu controle. E, além disso, eu estava em desvantagem. Não tinha escolha.— Certo — respondi, com a voz quase sumindo.Vi um esboço de sorriso surgir em seus lábios. A impressão que eu tinha era que ele já esperava por aquilo… e estava satisfeito. Ou seja, eu estava exatamente onde ele queria, nas mãos dele.Observei quando ele se levantou e veio na minha direção.— Bem…Ele ergueu meu rosto com o dedo, forçando-me a encará-lo.— Então temos um acordo. Espero que não o quebre.Em seguida, inclinou-se e tocou meus lábios com os dele. Ainda senti o aroma do café… misturado a ele.Quando ele me soltou, meu coração ainda estava agitado pela proximidade.— Não vou — murmurei.— Vou providenciar as coisas. Por mim, você não falaria com ele… mas,
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