A manhã seguinte parecia mais fria do que o normal, mesmo sem mudança no clima. Josh chegou à sede da empresa Kameron com a expressão de quem sabia exatamente o que o esperava, e, ainda assim, sentia o peso de cada passo. Os funcionários o cumprimentavam com um misto de respeito e inquietação. Alguns desviavam o olhar rápido demais, outros tentavam manter a neutralidade que, naquele dia, era quase impossível.A sala do conselho ficava em um dos últimos andares. Uma sala ampla, com uma mesa longa de madeira escura, cadeiras estofadas, telas na parede e uma vista privilegiada da cidade. Ali eram tomadas as decisões mais importantes da empresa. E, naquela manhã, a decisão em pauta era ele.Quando entrou, todos já estavam lá.Membros mais antigos, que conheciam Josh desde que ele era apenas “o garoto Kameron” correndo pelos corredores com pastas nas mãos. Acionistas importantes, alguns vindos de outras cidades só para aquela reunião. E, entre eles, sentado com uma postura calma demais pa
Ler mais