Os dias na mansão Kameron ganharam um novo ritmo. Antes, a rotina de Maya girava em torno de eventos sociais, jantares ensaiados e uma constante necessidade de parecer encaixada em um mundo que não era o seu. Agora, além disso, ela tinha pilhas de papéis, gráficos e contratos disputando espaço na mesa da biblioteca.Ela se acostumou a acordar, tomar café e, assim que tinha um intervalo, recolher novos relatórios enviados pela empresa. Em pouco tempo, já conseguia identificar o formato dos documentos, o jeito como os dados vinham organizados, quais páginas eram realmente importantes e quais eram só “enchimento técnico”.Josh, onde quer que estivesse, sabia que, quando voltasse, provavelmente a encontraria cercada de papel.Certa noite, isso se confirmou.Ele deixou o escritório da empresa mais tarde do que gostaria. O peso da crise, dos investidores nervosos, das reuniões cansativas parecia grudado na pele. Ao entrar em casa, tirou o relógio, afrouxou a gravata e subiu direto, sem pass
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