59. O Gosto da Culpa
Sarah narrando: A luz da manhã entrou pela fresta da cortina encardida do motel, cruel e reveladora. A tempestade tinha ido embora, deixando apenas o cheiro de terra molhada e a destruição da minha moral. Ao meu lado, John dormia com a mão pesada sobre o meu quadril, como se estivesse reivindicando um território. Olhei para o teto manchado e a realidade me atingiu como um soco no estômago. O que eu fiz? Eu era noiva do Robert. O homem que me deu um teto, um nome e um futuro seguro. E eu o tinha traído no quarto de um motel barato com o próprio irmão dele. Levantei-me devagar, tentando não acordá-lo. Fui até o espelho do banheiro e abaixei a alça do sutiã. O ar escapou dos meus pulmões. Lá estava, na minha clavícula, uma marca arroxeada, nítida, quase agressiva. O "chupão" que John deixou como se fosse uma assinatura. — Droga, John... — sussurrei, as lágrimas começando a arder. Limpei o rosto com força. Eu precisava de uma gola alta. Precisava de uma mentira. Precisava de u
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