68. O Peso do Patriarca
Sarah narrando: O apito da chaleira foi subitamente abafado pelo som de passos pesados vindo do corredor. O assoalho de madeira da fazenda parecia gemer sob o peso de George. Quando ele entrou na cozinha, o ar pareceu se comprimir. George não era um homem de falar muito, mas sua presença era como uma tempestade silenciosa. Ele parou na entrada, olhando para a cena: Robert com os olhos vermelhos de raiva, Diana segurando o meu lenço com desconfiança, e eu, trêmula, com um vestido de noiva que parecia uma fantasia de mau gosto. — O que é essa gritaria no meu teto antes do sol nascer? — a voz de George era um trovão rouco. — John trouxe a Sarah para casa agora, pai — Robert disse, a voz falhando. — Ela passou a noite na boleia da carreta com ele. George desviou o olhar para o pátio, onde John ainda estava parado perto do caminhão. Depois, olhou para mim. Seus olhos eram dois pedaços de granito, impossíveis de ler. — Entre, John! — George ordenou, sem elevar o tom, mas com um
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