Michael Philips O pátio da escola estava tomado por cores, vozes e um tipo de animação que só existia em eventos onde as crianças eram o centro de tudo. Fantasias de todos os tipos se misturavam sem qualquer preocupação com combinação ou lógica, e os pais, muitos claramente desconfortáveis dentro de capas, coroas improvisadas ou roupas que não usariam em nenhuma outra ocasião, tentavam acompanhar o ritmo dos filhos com o melhor humor possível. O ambiente era leve, barulhento, vivo, e, ainda assim, quando Michael entrou ao lado de Clara, algo mudou de forma sutil, quase imperceptível, mas suficiente para deslocar a atenção de quem estava por perto.Não foi imediato, mas foi inevitável. Alguns olhares demoraram meio segundo a mais do que o normal, outros vieram acompanhados de reconhecimento, um homem cochichou algo para a mulher ao lado, uma professora interrompeu o próprio movimento por um instante antes de seguir adiante, e, aos poucos, a presença dele começou a se espalhar pelo amb
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