O caminho de volta foi em silêncio. O carro seguia estável, confortável, mas o clima dentro dele não acompanhava. Lorenzo percebeu. Não havia discussão, nem palavras atravessadas, mas havia algo no ar — no jeito como Giulia olhava pela janela, distante demais, e na forma como Alessandro permanecia quieto, mais do que o normal, como se estivesse preso em algum pensamento. Ele não disse nada. Mas registrou. Quando chegaram, a porta mal se abriu e Elisa veio correndo pelo corredor, pequena demais pra conter a própria empolgação. — Vocês chegaram! Ela não parou nem pra respirar, se jogando nos dois ao mesmo tempo, abraçando primeiro Giulia, depois Alessandro, depois voltando pra Giulia, enchendo o rosto dela de beijinhos rápidos. — Eu senti muita saudade! Muita, muita! Eu quase não dormi… eu dormi um pouquinho, mas acordei… aí fiquei esperando… eu achei que vocês não iam voltar mais! Giulia se abaixou na altura dela, rindo baixo, puxando a menina pra perto. — Ei, a gente
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