O quarto estava mergulhado na penumbra. A única iluminação vinha da lua entrando pela porta de vidro da varanda. O som das ondas preenchia o silêncio, constante e tranquilo, enquanto a brisa do mar fazia as cortinas se moverem devagar. Giulia estava deitada de bruços sobre a cama, os cabelos espalhados pelo travesseiro. Alessandro permanecia ao seu lado, passando os dedos distraidamente por suas costas, subindo até seus cabelos para afastar algumas mechas do rosto. De vez em quando se inclinava para deixar um beijo leve em seu ombro, na nuca ou em suas costas, como se simplesmente não conseguisse parar de tocá-la. Os dois ainda sorriam. Aquela felicidade tranquila e quase boba que surgia nos momentos mais importantes. Durante alguns minutos ninguém disse nada. Não porque faltasse assunto, mas porque o silêncio parecia bom demais para ser interrompido. Foi Alessandro quem acabou quebrando. — Sabe uma coisa? Giulia virou o rosto na direção dele. — O quê? — Agora que
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