A entrada da mansão apareceu diante deles imponente, iluminada pelas luzes externas que deixavam tudo ainda maior naquela hora da madrugada. Normalmente o lugar transmitia segurança, luxo, estabilidade. Naquela noite, não. Naquela noite parecia uma prisão. O carro diminuiu a velocidade até parar completamente em frente à entrada principal e Giulia soltou um suspiro baixo, automático, como se o próprio corpo estivesse tentando ganhar coragem antes de sair dali. Henrique percebeu imediatamente. Ele desligou o carro, virou o rosto na direção dela e observou por alguns segundos o jeito como ela permanecia imóvel, olhando para frente. Tensa. Cansada. Quebrada. — Ei. A voz veio baixa. Cuidadosa. Giulia finalmente virou o rosto pra ele. Henrique sustentou o olhar dela por um instante antes de continuar. — Conversa com ele. Ela respirou fundo. Mas não respondeu. Porque a cabeça dela ainda girava demais. As palavras de Augusto. As acusações da mãe. O olh
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