O mundo de Giulia não parou de uma vez, ele foi se esvaziando devagar, como se o som do salão tivesse sido abafado aos poucos, como se as luzes tivessem perdido o brilho e tudo ao redor tivesse ficado distante demais. O movimento continuava, as pessoas ainda conversavam, riam, circulavam, mas nada daquilo chegava nela de verdade. Ela não reagiu imediatamente, mas Alessandro percebeu. Percebeu na forma como o corpo dela enrijeceu, no pequeno vacilo da respiração, na maneira como a mão entrelaçada à dele perdeu firmeza por um segundo antes de tentar se recompor. Era sutil, quase imperceptível para qualquer outra pessoa, mas não para ele. A mão dele apertou a cintura dela com mais firmeza, puxando-a para mais perto, como se estivesse tentando mantê-la ali, ancorada naquele instante, impedindo que ela se perdesse no que quer que tivesse sido despertado. — Quem te deu autorização pra fazer isso? A voz saiu controlada, baixa, mas carregada de um peso que destoava completamente da elegâ
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