O túnel parecia não ter fim.O ar era frio.Úmido.As paredes de pedra, cobertas por musgo, denunciavam que aquela passagem não era usada havia décadas.Mesmo assim, continuava firme.Como se tivesse sido construída para sobreviver ao tempo.Daniel seguia na frente, iluminando o caminho com a lanterna do celular.Atrás dele vinha Verônica, segurando a mochila que agora continha o gravador e parte dos documentos.Adrian carregava a pesada caixa de ferro.Apesar do esforço, não reclamava.Sabia que tudo o que havia ali dentro podia valer mais do que qualquer fortuna.Não em dinheiro.Mas em justiça.Durante alguns minutos, o único som era o das gotas d'água caindo do teto e da respiração cansada dos três.Até que uma claridade surgiu ao longe.— Tem uma saída.Disse Daniel.Os três aceleraram o passo.A passagem terminava atrás de uma pequena construção de pedras, escondida por árvores e vinhedos abandonados.Quando saíram para o lado de fora, respiraram profundamente.O ar puro nunca p
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