Eu já sabia que não teria mais uma noite tranquila.Depois que Conrad apareceu na minha porta com mais um homem ferido, eu entendi que “rotina” tinha deixado de existir na minha vida fazia tempo. Ainda assim, quando a campainha tocou naquela noite, eu respirei fundo antes de abrir, como se ainda existisse alguma chance de ser algo simples.Não era.Conrad estava ali, como sempre, com aquela calma irritante. Ao lado dele, um homem ruivo, mais novo do que os outros que eu costumava atender, segurando o braço junto ao corpo com uma expressão tensa.— Boa noite, doutora — disse Conrad.— Entra — respondi, já abrindo espaço.O homem entrou primeiro, meio rígido.— Axel — disse Conrad, apontando com a cabeça — caiu num confronto.Claro.Sempre “caiu”.Fechei a porta e fui direto ao ponto.— Onde dói?— Ombro… braço — respondeu Axel, respirando fundo — não sei direito.— Senta.Ele obedeceu.Peguei meu kit, que já ficava pronto como se eu esperasse por aquilo — o que, no fundo, eu esperava m
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