Minha respiração falhou outra vez, porque a verdade era simples.Naquele momento parecia impossível acreditar que Rafael Barcellos pudesse olhar para qualquer outra pessoa além de mim.— Não vai responder? — ele perguntou olhando intensamente para mim.— Ao que tudo indica… não. — consegui responder.A resposta claramente não pareceu satisfatória para ele, porque a incerteza ainda existia ali. Talvez dos dois lados.Mas antes que Rafael dissesse qualquer coisa, fui eu quem segurou a camisa dele e o puxou para outro beijo.Ele correspondeu assim como fiz anteriormente, ambos tentando silenciar todas as dúvidas da pior e mais perigosa forma possível.Na manhã seguinte, o café da manhã aconteceu de maneira surpreendentemente tranquila.Enzo estava sentado na cadeira falando sem parar sobre uma teoria completamente absurda envolvendo dinossauros, vulcões e um caminhão monstro que, segundo ele, pisaria em meteoros antes da extinção acontecer.Sinceramente, em alguns momentos já nem tentava
Ler mais