O hospital parecia mais silencioso naquela noite.Silencioso demais.Lívia estava sentada na cadeira ao lado da incubadora, com as mãos apertadas uma contra a outra. Os dedos estavam frios. O coração batia rápido. Cada segundo parecia durar uma eternidade.O bebê respirava de forma fraca, mas constante.Ela observava cada pequeno movimento, cada som quase imperceptível vindo das máquinas. A luz suave do monitor refletia no vidro, criando sombras estranhas no quarto.Sombras que pareciam observar.— Você não vai desistir… não é? — ela sussurrou, aproximando o rosto.O pequeno corpo se mexeu de leve.Foi um movimento mínimo. Quase nada.Mas foi suficiente para fazer o peito dela apertar.Do outro lado do quarto, Adrian permanecia em pé, imóvel como uma estátua. Os braços cruzados. O olhar fixo na criança.Havia algo diferente nele.Uma tensão silenciosa.Como se estivesse esperando algo que ainda não tinha acontecido… mas sabia que aconteceria.— Eles estão demorando — Lívia murmurou.—
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