Chiara Ela chegou fazendo escândalo, chamando atenção de todos, elevando a voz e gesticulando como se aquilo fosse um espetáculo montado para ela. O mais impressionante não era nem a atitude em si, mas a completa ausência de sentido em tudo aquilo, porque não havia motivo, não havia direito e não existia sequer coerência naquela cena. Permaneci sentada, observando com tranquilidade, porque aquilo não tinha relação comigo. Não passava de um beijo, um momento isolado que, por si só, não justificava aquela exposição pública, e ainda assim ela insistia, criando um conflito onde não existia base real. Quando se chamou de palhaça, eu ri, não por provocação, mas porque naquele instante ela estava absolutamente correta, e foi exatamente isso que fez com que a atenção dela voltasse completamente para mim.O olhar mudou primeiro, seguido pela postura, e então ela começou a avançar verbalmente, elevando o tom e tentando me atingir de qualquer forma possível. Antes que eu respondesse, Irina se
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