POV LaraO calor da lareira ainda pairava na suíte master quando o sol da manhã finalmente furou as nuvens densas de Vermont. Acordei com o peso reconfortante do braço de William sobre a minha cintura. O meu corpo estava exausto, mas era uma exaustão física, deliciosa, que havia expulsado o frio paralisante dos meus ossos. Pela primeira vez em meses, o meu peito não parecia estar sendo esmagado por um bloco de concreto. A dor da nossa perda ainda estava lá — uma cicatriz que carregaríamos para sempre —, mas ela já não era um abismo. Era apenas uma parte da nossa história. Virei-me devagar no colchão, encontrando os olhos azuis de William já abertos, me observando com aquela devoção silenciosa e feroz que me ancorava ao mundo. — Bom dia — ele murmurou, a voz grave e rouca pelo sono e pelos excessos da noite anterior. A mão dele subiu, afastando uma mecha do meu cabelo loiro e prendendo-a atrás da minha orelha. — Bom dia — sorri, um sorriso pequeno, mas verdadeiro, que fez os ombros
Leer más