POV LARA O tilintar dos cristais ainda parecia ecoar na mesa, uma melodia doce que coroava a noite mais perfeita da minha vida. Isabella limpava uma lágrima teimosa com o guardanapo de linho, enquanto Thomas já discutia animadamente com William sobre qual escola preparatória de elite em Boston teria a honra de receber o futuro herdeiro da dinastia Weiss-Bellini. O meu marido, o temido tirano, apenas sorria, a mão dele ainda descansando quente e protetora sobre a minha coxa. Pela primeira vez em meses, não havia sombras. Não havia ameaças corporativas, não havia máfia, não havia contratos. Apenas nós e o futuro. E então, o meu celular vibrou dentro da bolsa de couro preta que descansava na cadeira vazia ao meu lado. Foi um zumbido abafado, mas no mundo em que vivíamos, a tecnologia nunca dormia. Normalmente, eu ignoraria. Após as oito da noite, os nossos aparelhos entravam em bloqueio corporativo. Apenas chamadas de nível vermelho, emergências extremas, conseguiam furar
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