Estela Anderson De volta à recepção, Thomas nos indicou um sofá de couro. — Por favor, fiquem à vontade — disse ele. — Ficarei logo ali caso precisem de mim. Agradecemos e nos acomodamos. Assim que ele se afastou, a secretária ruiva se aproximou com uma cortesia mecânica, oferecendo café ou chá. Recusei com um sorriso educado. Abri a pasta e o peso do papel parecia real. Ali estava o contrato. Comecei a folhear as cláusulas de confidencialidade com o olho treinado de quem já foi promotora. Charlotte, ao meu lado, estava mergulhada na parte financeira. — Estela, olhe isso! — ela sussurrou, os olhos arregalados. — Meu salário... é mais do que eu ganharia em dois anos em Waco! — É surpreendente, Charle.! E o bônus pela vitória... — me calei por um segundo, chocada com os dígitos. Era uma pequena fortuna. — É uma quantia mais do que generosa. Analisei cada parágrafo em busca de letras miúdas, mas o documento era legalmente sólido. Apenas cláusulas de confiden
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