O mercado foi surpreendentemente normal. O que, sinceramente, começava a parecer uma armadilha psicológica. Nathan empurrava o carrinho com aquela calma irritante de sempre. Eu andava ao lado dele tentando ignorar o fato de que: A mãe dele claramente nos enxergava como um casal. Nós tínhamos acordado perigosamente próximos. Agora estávamos escolhendo vinho e flores juntos como protagonistas de comercial de vida adulta funcional. Ridículo. Completamente ridículo. — Você está franzindo a testa pra uma prateleira de massas — Nathan comentou. Olhei imediatamente pra frente. — Eu estou pensando. — Isso me preocupa. — Eu odeio você. — Rotina de sábado normal então. Revirei os olhos. Nathan parou na frente da prateleira de massas. Ficou analisando. Um pacote. Depois outro. Comparou as marcas. Virou uma embalagem. Leu os ingredientes. Pegou outra. Eu observei por alguns segundos. Depois mais alguns. Até não aguentar. — Você tá comparando... macarrão? — Sim. — Eles
Ler mais