Os dias seguintes foram… estranhamente normais. Sem crises. Sem encontros inesperados. Sem interrogatórios intensos. Sem beijos em público. (O cérebro tentou lembrar. Eu ignorei.) Rotina. Trabalho. Casa. Mercado. Comida que, surpreendentemente, não matava ninguém. E, aos poucos… aquilo tudo foi ficando… fácil. Perigoso. Muito perigoso. hoje era uma quarta-feira normal. Eu estava concentrada. De verdade. Planilha aberta. Café do lado. Zero derramamentos. Evolução. — Lily. Levantei o olhar. Beatriz. Claro. — O Nathan pediu pra você ir até a sala dele. Pisquei. — Eu fiz alguma coisa? — Sempre — ela respondeu, neutra. — Mas não sei se é o caso. Ótimo. Levantei. Respirei fundo. Caminho até a sala. Sem tropeçar. Sem derrubar nada. Hoje estava suspeitamente bom. Bati na porta. — Entra. Abri. Nathan estava na mesa. Como sempre. Organizado. Perfeito. Irritantemente estável. Fechei a porta. — Se for sobre o tomate, eu posso explicar. — Não é sobre
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