Um tempo depois…O SUV estaciona e, assim que meus homens garantem o perímetro limpo, abro a porta para Beatrice. Caminhamos até a entrada e a porta se abre antes mesmo que possamos tocar a campainha. Dona Emma nos recebe com uma alegria genuína.— Minha querida! — exclama, abrindo os braços.Beatrice se joga no abraço da mãe. Observo a cena em silêncio, sentindo uma satisfação contida. Dou um passo à frente.— Boa noite, Dona Emma — digo, inclinando-me para deixar um beijo respeitoso em sua mão.— Boa noite, Riccardo. Entrem, por favor.Mal pisamos no hall e Matilde, a governanta, aparece. Seus olhos se arregalam de pura euforia ao ver minha esposa.— Menina Beatrice! Que saudade! — diz com a voz embargada, vindo abraçá-la. Beatrice retribui com risadas.Acomodamo-nos nos sofás da sala de estar. Conversamos sobre amenidades, as aulas e a rotina da galeria. O ambiente exala o calor de um lar de verdade, algo que o meu próprio passado raramente me permitiu desfrutar. De repente, passos
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