O som do gongo de bronze anunciando o almoço ecoa pelo corredor principal, obrigando-me a afastar os olhos dos relatórios da holding. Instintivamente a chateação aparece. Primeiro porque não vou estar na nossa ala, almoçando com a minha Donna, em meio a conversas, brincadeiras e nosso momento de casal, os quais eu tanto apreciava. E segundo porque vou ter que voltar a almoçar na sala de jantar, junto com a família que sabe que as coisas não estão bem entre nós.A mente continua travada nas palavras que minha mãe deixou flutuando no ar antes de sair deste escritório. ‘A mesma que cuidou de você com unhas e dentes... se isso não te parece amor, Riccardo, então não sei o que é.’ Travo a mandíbula, empurrando a cadeira de couro para trás. Mas como o Don precisa manter as aparências diante dos funcionários e da matriarca da Família. Ergo a postura, ajeito o terno e saio, trancando a porta atrás de mim.Caminho até a sala de jantar principal com passos medidos. Quando entro no cômodo, minh
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