CamilaEle me deitou no sofá com uma urgência contida que fazia o corpo inteiro tremer.As costas encontraram o tecido macio e, no segundo seguinte, o peso dele cobriu o meu. A boca de Ben desceu sobre a minha outra vez, voraz, faminta, como se o beijo anterior tivesse só despertado algo maior. Eu gemi dentro da boca dele, a mão boa subindo até a nuca larga e puxando-o ainda mais para perto. A mão machucada ficou erguida, inútil, e a frustração latejou junto com a dor.Era para ir com calma. Nós tínhamos combinado.Mas eu estava cansada de calma.Cansada de laboratório, de jaleco, de noites sozinha analisando sangue e resultados. Cansada de achar que nenhum lobo nunca ia me olhar daquele jeito, com fome, com necessidade, com o laço pulsando tão forte que doía. Fazia tanto tempo que ninguém me tocava. Tanto tempo que o próprio corpo tinha esquecido como era ser desejada. E agora Ben estava ali, voraz, o peito subindo e descendo rápido, os olhos escuros demais, o lobo tão perto da super
Ler mais