VênusEu ainda estava presa no colo dele, nossos corpos colados como se o mundo lá fora não existisse. O peito de Eros subia e descia contra o meu, forte, quente, vivo. O cheiro dele, sangue, suor, fúria e aquele aroma selvagem de alfa, me envolvia por completo. Depois do pacto, o silêncio era denso, sagrado, carregado de promessas que valiam mais que qualquer juramento oficial.Três batidas fortes na porta quebraram tudo.“Alfa Eros! Os anciãos exigem sua presença agora!”Eros soltou um rosnado gutural de pura irritação, mas não me soltou de imediato. Suas mãos grandes seguraram meu rosto com urgência, os polegares ásperos contra minha pele molhada. Ele me beijou com fome, um beijo profundo, desesperado, quase doloroso. Língua, dentes, respiração misturada. Quando se afastou, encostou a testa na minha com força, olhos dourados queimando nos meus.“Já volto, meu amor. Fica aqui. Não se preocupe com nada. Eu te encontro em breve.”Eu assenti, a voz presa na garganta.“Vai… eles precisa
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