Quando saímos do pub, o ar da noite me atingiu imediatamente. Não estava exatamente frio, mas era fresco o suficiente para contrastar com o calor do ambiente que tínhamos acabado de deixar. A música ainda chegava até a calçada, misturada às vozes das pessoas que entravam e saíam do bar, aos carros passando pela avenida e ao movimento constante daquela parte da cidade. Por um instante, fiquei apenas parada observando o celular enquanto chamava um carro por aplicativo. Era isso. A noite terminava ali. Ou pelo menos deveria. Ao meu lado, Henrique permaneceu em silêncio por alguns segundos. O vento mudou de direção e trouxe novamente o perfume dele até mim. Eu já tinha percebido aquele cheiro durante toda a noite, mas ali, do lado de fora, sem a distração da música e das conversas, ele pareceu ainda mais presente. Perigosamente presente. — Então você vai embora? — ele perguntou. Levantei os olhos. — Essa costuma ser a parte em que as pessoas vão embora. O sorriso dele
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