Narrado pelo Victor Cheguei alguns minutos antes do horário combinado. Mais por ansiedade do que por pontualidade mesmo. São Paulo estava movimentada como sempre, gente atravessando as ruas apressada, buzinas ao fundo, o caos normal da cidade. Permaneci dentro do carro por alguns minutos olhando distraidamente o movimento da cafeteria até ver a porta do prédio ao lado abrir. E então eu vi a Júlia. Meu Deus. Ela vinha caminhando na direção da calçada enquanto prendia a bolsa no ombro com calma, completamente diferente da mulher exausta e coberta de pijama cirúrgico que encontrei na clínica dias antes. E porra. Ela estava absurda. O cabelo tinha crescido bastante desde a última vez que convivemos de verdade. Longo, bem cuidado, caindo solto pelas costas em ondas suaves. A roupa também era simples, mas elegante demais nela — uma calça clara bem cortada, blusa ajustada e um casaco leve por cima. Mas não era só isso. Era o jeito dela. Mais madura. Mais segura. M
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