Leyla DemirEleonor sorriu, um sorriso de compreensão profunda.— Eu sei, minha querida. Eu vejo. — Ela se levantou e foi até uma escrivaninha antiga, de onde tirou uma pequena caixa de veludo desbotado.Sentou-se novamente ao meu lado, mais próxima. Dentro da caixa, havia uma fotografia sépia de um homem jovem. Ele era desconcertantemente parecido com Ethan, os mesmos olhos cinza-azulados, a mesma mandíbula forte, mas seu olhar era diferente. Mais irônico e mais cínico, com um ar de desafio que Ethan, em sua seriedade renascida, não tinha.— Arthur Caldwell — Eleonor disse, sua voz ficando suave. — O avô de Ethan foi o maior cético que este país já produziu.Seus olhos se perderam na foto, por um instante, em um passado distante.— Arthur dizia que o amor era uma invenção dos poetas e dos fracos. Que ele jamais “beberia daquela poção envenenada”. Até que, um verão em Paris, ele e alguns amigos, em estado de… exuberância juvenil, entraram em um estúdio de tatuagem no Quartier Latin. O
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