Aurora permaneceu imóvel.A revelação de Romanov ecoava em sua mente como um sino impossível de silenciar.Estou morrendo.Durante toda a vida, ela imaginara aquele homem como uma sombra distante.Uma ameaça.Um nome cercado de medo e mistério.Mas, naquele instante, diante da lareira acesa da imensa biblioteca, Aleksandr Romanov parecia apenas um homem cansado.Os ombros ainda imponentes, porém mais pesados.Os olhos frios, agora marcados por um cansaço que nenhuma fortuna poderia esconder.Aurora apertou os braços ao redor do corpo.Como se tentasse se proteger do turbilhão que sentia por dentro.— Que doença?Romanov demorou alguns segundos para responder.Talvez porque nunca tivesse sido um homem acostumado a admitir fraqueza.— Atrofia multissistêmica.Aurora franziu a testa.— E isso significa?Romanov aproximou-se da janela.A neve caía do lado de fora, cobrindo os jardins da mansão com uma camada silenciosa e branca.— Significa que meu corpo vai falhar gradualmente.Coordenaç
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