NARRADORA O choro que preencheu a sala de parto não foi apenas um som; foi o rompimento de meses de mágoa, silêncio e distância. Julian não soltou a mão de Elena nem por um segundo, mesmo quando o médico se afastou para limpar o pequeno corpo que acabara de chegar ao mundo.O Dr. Aris sorriu, levantando o bebê envolto em um pano branco, ainda sujo, mas transbordando vida. Julian estava paralisado, a respiração curta, os olhos fixos na criaturinha que esperneava com força.— Parabéns, papai. Parabéns, Elena — o médico disse, com a voz suave. — É uma menina. Uma linda e saudável menina.Elena soltou um soluço, uma mistura de exaustão e alívio puro. As lágrimas agora não eram de dor, mas de uma plenitude que ela nunca imaginou sentir. Julian sentiu o mundo girar. Uma menina. Uma pequena Blackwood que teria o gênio da mãe e, ele esperava, um coração menos endurecido que o dele.— Uma menina, Julian... — Elena sussurrou, a voz quase sumindo. — A nossa menina.O enfermeiro aproximou a bebê
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