Philip Caldwell – Narrando.Apertei o telefone com força, enquanto sentia meu sangue ferver.—Senhora, isso é uma ameaça? – Perguntei com a voz fria, ouvindo-a respirar fundo.—Não é uma ameaça, doutor. É um fato. – Ela respondeu, com a voz mais calma, calculista. —O senhor irá se arrepender por não ter me ajudado.—Eu não tenho nada a temer. – Respondi, firme. —Não te conheço. Não sou o agressor e não cometi nenhum crime. Acredite, não vou ser intimidado por uma desconhecida.—É o que veremos, doutor. – Respondeu ela, desligando a ligação em seguida.Fiquei ali, parado por alguns instantes, sentindo o peso daquela conversa.Algo estava errado. Muito errado.Respirei fundo, ouvindo a porta se abrir lentamente. E ao me virar, vi Selena entrar no quarto, com uma expressão de preocupação.—Amor, quem era?—A mesma mulher. – Respondi, colocando o telefone sobre a escrivaninha, me virando para a olhar. —Ela está muito insistente para que eu pegue o caso dela.—E você recusou? – Selena perg
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