17. Você Quer?
ISADORA Borboletas invadiram minha alma.Me peguei sorrindo, sozinha, dentro do táxi — tentei me conter, para que o motorista não me julgasse como louca. Será que eu não era? Talvez, fosse. E, talvez, não fosse de todo ruim cometer uma loucura uma vez na vida.Afinal, fazer tudo certinho me levou a um casamento que terminou nada bem, né? Ao menos, aquele jantar me renderia uma boa história para contar pros meus futuros netos.O automóvel correu um pouco mais do que o necessário, aproveitando que, em Verticália, os sinais vermelhos param de funcionar depois das dez da noite. Chegamos rápido e, quando tirei o dinheiro da bolsa para pagar a corrida, percebi que minhas mãos tremiam — só que, dessa vez, não era pânico: mas, sim, aquela sensação adolescente de quem aprontou alguma coisa que não devia.Assi
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