Kamila— Eu estou aqui, meu amor — sussurrei, passando o polegar devagar sobre a palma da mão dele, sentindo a textura conhecida das linhas que eu já sabia de cor. — Eu senti você apertar minha mão, meu amor, tenho certeza, por favor faz de novo, tenta mais forte, abre os olhos, eu preciso que você acorde. Nós precisamos, todos nós. Nosso bebê precisa que você acorde e diga o nome que você escolheu…Ao redor da cama, todo mundo estava ali, em silêncio respeitoso, como se qualquer som mais alto pudesse quebrar o pouco de esperança que parecia pairar no ar. Do meu lado esquerdo, os meus pais, estavam de mãos dadas, os olhos da minha mãe cheios de lágrimas que ela segurava com força, o meu pai com a postura rígida, mas com a mão tremendo ao passar sobre o ombro dela. Do outro lado da cama os pais do Felipe, de pé perto da parede, se abraçando em silêncio, com os rostos marcados por dias de angústia e cansaço, derramaram lágrimas de esperança. Letícia estava ao lado deles, com o Danilo
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