23. KIRA
Após a confusão do meu pai na recepção do prédio Vilamout, consegui tirá-los dali, indo até o estacionamento. Mamãe falava de um lado, papai de outro, e eu, de cabeça quente, não queria explicar nada naquele momento. Só queria silêncio… e chorar sem precisar dar explicações. Mas eu devia uma a eles, porque saí de casa sem avisá-los, e isso os deixou preocupados. — Kira, como veio parar aqui? Esse homem não presta! Não ouviu falar que ele quer você? — mamãe perguntou. Pouco me importavam as ameaças de Éder. Quando o meu mundo desmoronou, minha cabeça não pensava em mais nada, apenas na traição de Tecio. — Filha, fala conosco! Não vê o quanto estamos angustiados sem notícias suas? — papai falou, emocionado. — Foi Éder quem me enviou as fotos, e ele sabia onde Tecio estava. Eu fui lá… e vi os dois. — falei, chorando. — Maldito! O que esse homem tem a ver com a sua vida? Você não devia ter ido ver essa cena — mamãe disse. — Eu quis ir. Nunca pensei que Tecio faria isso comigo… ver o
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