Clara— Parabéns pela atuação, senhorita, mas eu não caio no papo de suburbana que quer me dar o golpe.Diz, batendo palmas.O encaro confusa.Esse homem só pode ter bebido cerveja com detergente para falar essas besteiras.— Como é? O senhor só pode estar louco. Eu vim por causa da vaga de babá e não para dar em cima do senhor.— Não se faça de santa, garota. Todas aquelas mulheres querem ser a senhora desta casa, e você também.Me aproximo dele, que está de pé.— Escuta aqui, demônio de olhos verdes, eu não tenho nenhum interesse em ser sua. Sua cara é muito feia. Ah, e pode fechar a boca, tô quase morrendo sufocada com seu bafo de peixe podre.Ele me encara com raiva.Por um momento, vejo seus olhos ficarem vermelhos de raiva.— Você sabe quem eu sou?— Sei, um idiota que não tem educação.Fernando se aproxima mais, deixando nossos corpos colados.Sua testa encosta na minha.— Clara, eu não sou um homem que tem um coração mole. As pessoas que me desafiam se arrependem todos os dias
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