O pequeno quarto de Serena, iluminado apenas pela luz amarelada de um abajur de cabeceira, parecia uma bolha de realidade suspensa no tempo. Khaleb, despojado de suas armaduras de linho e seda, sentou-se na borda da cama, os ombros relaxados de uma forma que ele jamais permitiria em público. Serena, envolta em sua camisola de cetim, sentia o calor da proximidade dele e a eletricidade que ainda vibrava no ar após o beijo da entrada.— O que você sente, Serena? — Khaleb perguntou, a voz baixa, quase um sussurro, enquanto sua mão buscava a dela sobre o lençol. — Não a Serena babá, não a funcionária dos Volttceri. O que a mulher que está diante de mim sente agora?Serena respirou fundo, sentindo o nó na garganta. — Eu sinto que estou caminhando em direção a um precipício, Khaleb. Eu me apaixonei por um homem que não me pertence, em uma casa onde as paredes punem quem ousa sonhar fora do protocolo. Eu amo seus filhos, e amo o homem que você tenta esconder do mundo, mas tenho medo de ser ap
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