Naquela manhã em Florença, o sol já estava alto quando Valentina finalmente abriu os olhos. Havia levantado muito mais tarde que o habitual, reflexo do esgotamento físico e mental que a vinha arrastando. No entanto, seu despertar não foi tranquilo. Batidas suaves, mas firmes, na porta principal a colocaram imediatamente em estado de alerta.Seu coração deu um salto violento. Com a recente confissão de Mila ecoando em sua cabeça — aquela confirmação aterradora de que Declan já sabia onde ela se escondia —, seu primeiro pensamento, irracional e fugaz, foi que ele estava ali. Que havia cruzado o oceano para invadir de novo a sua vida.Caminhou até a porta com passos cautelosos, prendendo a respiração. Aliviou-se um pouco, ou ao menos foi o que tentou convencer a si mesma, quando, ao se aproximar, ouviu uma voz feminina do outro lado.— Scusa, c'è nessuno? Acabei de chegar por aqui e não tive a oportunidade de te cumprimentar — disse a voz em um italiano melodioso, claramente o tom de uma
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