Declan estava sentado em frente ao janelão, com o olhar perdido no horizonte de cristal da cidade, quando a presença de seu pai inundou o quarto. Silas parou bem na sua frente, observando com olho clínico a palidez de seu filho e a tensão que emanava de seus ombros.— Tudo é tão estranho... — sussurrou Declan, sem desviar a vista do exterior. Sua voz soava mais profunda, carregada de uma fadiga que não era física, mas da alma.— Eu sei — respondeu Silas com aquela secura que o caracterizava. Cruzou os braços, avaliando a situação —. Mas você está vivo, Declan. Isso é a única coisa que deveria importar agora.Declan soltou uma risada seca, desprovida de humor. Girou levemente a cabeça, seus olhos azuis cravando-se nos do pai com uma intensidade febril.— É que sinto tanto a falta dela, pai. Sinto que me falta o ar neste lugar sem ela. Cada canto desta Cobertura grita o nome dela — sussurrou, chamando-o de "pai" mais uma vez, razão pela qual Silas, no fundo, sentiu que felizmente era um
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