O TERROR SOB A COROAPERCIVALO eco dos meus passos no mármore do vestíbulo morre à medida que me afasto da biblioteca, mas a atmosfera que deixo atrás de mim permanece densa, impregnada com o cheiro acre do colapso de um império. Volto-me por uma fração de segundo antes de cruzar o portal de saída e, através da fresta das portas duplas de carvalho, testemunho a verdadeira extensão do estrago que a engenharia de Alexander Hale causou. Não é a fúria que domina os meus pais agora; é o medo. Um medo primitivo, avassalador, que fez a espinha daqueles dois aristocratas vergar como gravetos sob uma tempestade.Lá dentro, o velho Conde de Percival desaba na poltrona de couro que outrora pertenceu ao seu avô. Seus dedos, manchados pela idade, agarram o castão de ouro da bengala com tanta força que os nós articulados perdem a cor. Ele olha para o teto abobadado da biblioteca, onde o brasão da nossa linhagem está pintado em afresco, como se esperasse que as vigas de sustentação desabassem sobre
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