A CONFISSÃO NAS SOMBRASALEXANDERO peso de Vitória em meus braços é a única coisa que me mantém ancorado à realidade. Eu a aperto contra o meu peito, sentindo o calor do seu corpo começar a lutar contra o frio daquela casa maldita. De repente, sinto um movimento fraco. Suas pálpebras tremem e, com um esforço sobre-humano, ela foca os olhos em mim. O azul de suas pupilas está dilatado, envolto em uma névoa química, mas há um brilho de reconhecimento que faz meu coração disparar.— Você veio... — ela sussurra, a voz tão frágil que parece feita de vidro. — Você não me abandonou...As lágrimas, que eu vinha segurando desde o momento em que recebi aquela ligação maldita, finalmente transbordam. Eu encosto minha testa na dela, deixando o choro fluir sem reservas, um desabafo de quem quase perdeu a própria alma.— Nunca — prometo, a voz embargada. — Eu nunca deixaria você, Vitória. Eu moveria o céu e a terra para te encontrar.Ela ten
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